segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Lili

uma peça inspirada nos diários de Lili Elbe (1882-1931), que deram origem ao livro e ao filme "A Garota Dinamarquesa".

Texto de Walter Daguerre e direção de Susana Ribeiro (integrante da Cia dos Atores e vencedora dos prêmios Cesgranrio e APTR de Melhor Direção por “Conselho de Classe”)

Os atores Suzana Castelo e Darwin Del Fabro, idealizadores do projeto, contam a história de amor entre os artistas Gerda Gottlieb e Einar Wegener, que abandonou sua identidade para transformar-se em Lili Elbe, conhecida como uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo, no início do século 20.


ESTREIA PARA O PÚBLICO: 02 de novembro (4ªf), às 21h

Local: Mezanino do SESC Copacabana - Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana / RJ Tel: (21) 2547-0156
HORÁRIOS: 4ª a sábado às 21h, domingo às 20h / INGRESSOS: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) e R$ 5,00 (comerciários) / BILHETERIA: 3ª a domingo das 15h às 21h / CAPACIDADE: 70 lugares / DURAÇÃO: 75 min / GÊNERO: Drama contemporâneo / CLASSIFICAÇÃO: 16 anos / TEMPORADA: até 20 de novembro
OBS: excepcionalmente no dia 12 de novembro haverá sessões às 18h e às 21h, e nos dias 19 e 20 de novembro as sessões serão às 18h.


A peça LILI, inspirada nos diários de Lili Elbe (publicados em 1931) - que deram origem ao livro e ao filme “A Garota Dinamarquesa” -, estreia dia 02 de novembro no SESC Copacabana. O texto é de Walter Daguerre (autor de “O Musical Mamonas” e “Jim”, entre outros) e a direção de Susana Ribeiro (integrante da Cia dos Atores e vencedora dos prêmios Cesgranrio e APTR de Melhor Direção por “Conselho de Classe”). Em cena estão os jovens atores Darwin Del Fabro (que viveu a cantora transformista Collete D'Or na série “Ligações Perigosas”) e Suzana Castelo, também idealizadores do projeto.

LILI se concentra na história de amor, arte e identidade do casal de artistas Einar Wegener (1882-1931) e Gerda Gottlieb (1889-1940) – ele, um homem que ousou seguir o seu desejo mais profundo e transformou-se numa mulher, e ela uma mulher à frente do seu tempo que o apoiou incondicionalmente. Tendo como pano de fundo os anos 1920/30, a peça mergulha na história de um casamento incomum que transcendeu os limites de sexo e gênero numa época em que pouco se compreendia sobre a transexualidade e as diferentes identidades de gênero.

Mais do que falar destes dois artistas, a peça fala da relação entre eles, de como a transformação do artista Einar na mulher Lili vai dando novo significado à história de amor entre os dois – ou as duas - e de como a arte vai contribuindo para essa repactuação entre elas. LILI pretende refletir sobre este jogo que se estabelece entre os dois personagens, e que transcende todos os limites do então socialmente aceito.

"O que mais me atraiu no projeto foi a possibilidade de falar de um assunto absolutamente atual e pertinente - a questão do transgênero - partindo de uma história real que aconteceu na primeira metade do século 20. E que no fundo é uma grande história de amor e lealdade", afirma o autor Walter Daguerre.

SINOPSE

A peça conta a história de amor entre os artistas Gerda Gottlieb (Suzana Castelo) e Einar Wegener (Darwin Del Fabro) no início do século 20. Ousando seguir o seu desejo mais profundo, e contando com o apoio incondicional de Gerda, o jovem Einar foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo, transformando-se numa mulher, Lili Elbe.

“A Vida Passou Por Aqui”

texto de Claudia Mauro / direção de Alice Borges
com Claudia Mauro e Édio Nunes

A peça conta a história de uma profunda amizade entre uma mulher e um homem de mundos diferentes – uma professora e artista plástica que viveu às voltas com as crises em seu casamento e um contínuo de hábitos simples, inteligente por natureza, que sempre levou sua vida com leveza e bom humor.

A montagem estrutura-se nas idas e vindas entre passado e presente. Valendo-se basicamente do trabalho corporal, os atores passeiam por cinco décadas – dos anos 1970 até os dias de hoje, e por todas as mudanças em suas vidas.

 SINOPSE

A peça conta a história de uma profunda e sólida amizade entre uma mulher e um homem de estratos sociais diferentes – Silvia (Claudia Mauro), professora e artista plástica, que viveu grande parte da vida às voltas com as crises em seu casamento e Floriano (Édio Nunes), contínuo, de hábitos simples e inteligente por natureza, que sempre levou sua vida com leveza e bom humor. Depois de quase meia década de convivência, Silvia é uma mulher solitária que se recupera de um AVC, e Floriano o único amigo ainda presente. Aos poucos, ele contagia Silvia com sua alegria de viver e senso de humor, que acabam devolvendo a saúde e os movimentos à amiga. Juntos, se divertem e rememoram os altos e baixos de quase 50 anos de amizade.

ESTREIA PARA PÚBLICO:  dia 04 de novembro (6ªf), às 20h
LOCAL: Teatro Municipal Café Pequeno - Av. Ataulfo de Paiva, 269 - Leblon
/ RJ  Tel: (21) 2294-4480
HORÁRIOS: 20h sextas, sábados e domingos / INGRESSOS: R$40,00 e R$20,00 (meia entrada) / DURAÇÃO: 90 minutos / GÊNERO: comédia dramática / CAPACIDADE: 80 lugares / CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA:  12 anos / TEMPORADA: até 18 de dezembro

Crusoé

‘um espetáculo sem palavras’. Com humor, e sem diálogos, peça discute as relações humanas, a solidão, o respeito à natureza e a inclusão social. 
1.jpg
Foto: divulgação

A partir de 15 de outubro de 2016, o grupo de teatro CIA CÊNICA, entra em cartaz na cidade de São Paulo, com a peça CRUSOÉ – Um espetáculo sem palavras.
Com direção de Edson Costa e roteiro de Alex Capelossa, o espetáculo conta a história de um homem que, após ficar preso em uma ilha deserta, tenta desenvolver suas habilidades e competência diante da solidão e do isolamento, sempre com respeito à natureza que o cerca. Recheada de surpresas, a peça discute alguns arquétipos presentes nas relações humanas. "Visamos mostrar ao espectador uma história de superação do homem frente a uma inesperada solidão", explica Capelossa.
O grande diferencial da peça, no entanto, é ser um teatro sem texto, onde resgata-se o mais puro jogo teatral. Através das ações, o publico é capaz de compreender de forma clara todo o enredo do espetáculo. O ator da peça explica a ideia: "procuramos fazer um teatro poético, lúdico, reflexivo, porém, não carente de dramaturgia textual, pois as palavras não pronunciadas ficam claras em cada ação". É neste contexto, segundo o diretor, que o público é convidado a lançar um olhar aos mais profundos sentimentos e diferenças humanas, em situações às vezes comuns, outras vezes inusitadas, mas sempre com humor e sutileza.
Através desse projeto, a CIA CÊNICA tem como objetivo valorizar a diversidade cultural e também a inclusão social de portadores de necessidades especiais – especialmente a auditiva. Dessa forma, não distinguem seu público através da linguagem, proporcionando a igualdade de direitos. CRUSOÉ é o quarto espetáculo da CIA CÊNICA, todos com a mesma linha de pesquisa; teatro sem palavras.

Sinopse

CRUSOÉ retrata a solidão e a superação do individuo em uma ilha deserta recheada de surpresas, onde um homem desenvolve suas habilidades e competências diante da necessidade e da solidão, usando a natureza de forma sustentável, como pano de fundo. A chegada de uma mulher rompe com a rotina em que o homem se encontra preso.

 

Serviço:
CRUSOÉ
Datas: 15 a 30 de outubro de 2016. (sábados e domingos – 15, 16, 22, 23, 29 e 30/10)
Horários: sábados, às 21h, e domingos às 20h.
Local: Teatro Macunaíma / sala 1 - Rua Adolfo Gordo, 238 – Barra Funda
Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia) R$ 10 (promoção para surdos e alunos)
Classificação: 8 a 88 anos . Duração: 55 minutos. Gênero: Humorada
Informações: (11) 3217-3400  Entre em contato com a CIA CÊNICA através do e-mail: acapelossa@gmail.com

40ª Mostra tem sessões gratuitas em 22 locais da cidade

Vão Livre do MASP exibe gratuitamente filmes da lista de favoritos do crítico e professor Paulo Emilio Sales Gomes
 Pela primeira vez, o encerramento da Mostra será ao ar livre, na área externa do Auditório Ibirapuera, com a exibição do filme A General e acompanhamento musical da Orquestra de Heliópolis
 Ao todo, 22 espaços oferecem sessões de graça para o público
  
Tradicional na programação da Mostra, as exibições no Vão Livre do MASP deste ano irão apresentar ao público uma seleção especial de cinco títulos da lista pessoal de Paulo Emílio Sales Gomes. A programação, com filmes em 35mm e legendas, homenageia o  centenário do crítico e professor, fundador da Cinemateca Brasileira, e referência incontornável no campo dos estudos e da crítica de cinema no país. 
O museu foi o palco inicial da Mostra, em 1977, e seu Vão Livre é um espaço de 74 metros de comprimento, um dos maiores do mundo em seu gênero arquitetônico, e abrigou boa parte das manifestações públicas paulistanas. Neste ano, em celebração ao centenário de Paulo Emílio, serão exibidos os clássicos franceses O Atalante (1934), de Jean Vigo, e A Grande Ilusão (1937), de Jean Renoir; a obra-prima de Federico Fellini, Noites de Cabíria (1957); e dois importantes títulos da história do cinema brasileiro: O Batedor de Carteiras (1958), de Aluizio T. de Carvalho, e  O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte.

SESSÕES GRATUITAS NA 40ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO
Parte da programação regular da Mostra há muitas edições, vários espaços compõem o circuito do evento com sessões gratuitas para o público.
Nesta 40ª edição, além do Vão Livre do MASP já citado acima, o encerramento da Mostra também apresenta sessão gratuita do filme A GENERAL, clássico de Buster Keaton de Clyde Bruckman, com acompanhamento musical da Orquestra Heliópolis —um projeto do Instituto Baccarelli—, sob a regência do maestro norte-americano Robert Israel.  A projeção ocorrerá em 2 de novembro, às 20h, logo após a cerimônia de encerramento, na área externa do Auditório Ibirapuera, assim como outras realizadas ao ar livre pela Mostra.
Também proporcionarão projeções gratuitas o CINUSP – Auditório CTR – ECA USP; o Circuito SPCine -  composto pelas salas Spcine Aricanduva, Spcine Butantã, Spcine Caminho do Mar, Spcine Feitiço da Vila, Spcine Jaçanã, Spcine Jambeiro, Spcine Meninos, Spcine Parque Veredas, Spcine Paz, Spcine Perus, Spcine Quinta do Sol, Spcine São Rafael, Spcine Três Lagos, Spcine Vila Atlântica, Spcine Vila do Sol;oInstituto CPFL - Sala Umuarama(Campinas);  o Sesc Belenzinho, Sesc Campo Limpo, e Sesc Osasco.

PATROCINADORES DA 40ª MOSTRA
Apresentam a 40ª MOSTRA o GOVERNO FEDERAL - MINISTÉRIO DA CULTURA, PETROBRAS, GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO e PREFEITURA DE SÃO PAULO. O evento conta com o copatrocínio do BNDES - BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL e do ITAÚ; apoio institucional do PROAC SP, SPCINE, SABESP a parceria do SESC e da CPFL ENERGIA; a colaboração do AUDITÓRIO IBIRAPUERA – SECRETARIA DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE do INSTITUTO BACCARELLI e da IMPRENSA OFICIAL DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO e a promoção da FOLHA DE S.PAULO, da GLOBO FILMES, da TV CULTURA, do TELECINE, do CANAL ARTE 1, da RÁDIO BANDEIRANTES e daRÁDIO BAND NEWS.

Veja toda a programação em www.40.mostra.org

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ary Tolero 5.2

Espetáculo dirigido ao público adulto, com textos certos, aliado a um humor personalíssimo. É um show que diverte e muito a plateia e é um produto testado e aprovado pelo controle de qualidade: 1h30 de Riso Explícito ARY TOLEDO, o grande humorista do século vai além de suas peripécias inspiradas na criançada, aliado a sátira política atual que é sempre um prato cheio para suas piadas hilariantes. Ele relata que a reciprocidade é que faz a comunicação e isso se dá através dos risos e aplausos. O show está dividido em quatro etapas: Política, Sogra, Crianças e Raças, mas suas piadas de Português são as que mais dão resultado. E as piadas com as sogras, Ary Toledo diz que nunca teve problema porque toda sogra hoje, já teve sogra um dia e sabe como é. ARY TOLEDO acaba de vir de uma tournée bem sucedida no Japão.

Temporada até 30/10; Sáb, às 21h30 e dom, às 19.h30 (não haverá sessão nos dias 15/10 e 16/10)
Teatro União Cultural (285 lugares) - Rua Mario Amaral, 209 (Paraíso) Telefone: 2148-2904. Horário da Bilheteria: de quarta a sábado, das 14h às 21h. Domingos, das 14h às 20h. Fechada para almoço das 16h30 às 17h30. Estacionamento ao lado

“Nove em Ponto”

Estreia no Teatro Folha
O texto é a segunda obra teatral do autor de novelas Rui Vilhena
Descrição: Descrição: C:\Users\claudio\Pictures\Picasa\Exportações\Nove em Ponto\Nove em ponto 1.jpg

Crédito: Gilberto Haider

Mistério, suspense e muito humor é o que promete ao público a peça “Nove em Ponto”, que estreia no Teatro Folha dia 06 de outubro com   sessões às quartas e quintas-feiras. Com elenco encabeçado porBianca Rinaldi e Leonardo Vieira, o espetáculo reúne quatro personagens que vivem um encontro de potencial explosivo. A direção da montagem é de Isser Korik e o elenco conta ainda com Alex Gruli e Carol Bezerra.
Na trama, dois casais têm um encontro marcado para as nove da noite na casa de um deles. A história é contada a partir de três versões diferentes: o casal convidado chegando 15 minutos antes, o casal chegando no horário marcado, o casal chegando 15 minutos atrasado. A trama se desenrola a partir de um acontecimento misterioso do passado que gera discórdia e tensão entre as personagens, resultando em um espetáculo com muito humor e suspense. O público é levado a observar os personagens sob as diferentes possibilidades, conforme a variação de horários em que os personagens se encontram.
O texto foi feito a partir de uma ideia original do autor de novelas Rui Vilhena, escrito por ele com a colaboração de Joana Jorge e Vinícius Marquez.
Heloísa, personagem de Bianca Rinaldi, é a diretora de uma revista feminina e alvo de constante desconfiança de seu marido, o piloto de aviões Diogo, interpretado por Leonardo Vieira. Alex Gruli faz Henrique Bonaparte, amigo de Heloísa e ator em ascensão que se prepara para trabalhar numa novela. Carol Bezerra interpreta a misteriosa Alice, professora e esposa de Henrique.
O diretor Isser Korik explica que a engenhosidade do texto remete à Teoria do Caos e ao Efeito Borboleta. “O texto nos mostra o quanto a vida de todos nós acaba sendo regida por uma sucessão de acasos e como tudo poderia ter saído diferente graças a aspectos meramente circunstanciais”, comenta. “O desafio da direção é deixar claro ao público qual foi o fato, o acontecimento que deflagra consequências diferentes em cada versão”.

O autor Rui Vilhena conta que a inspiração para a peça partiu de uma experiência pessoal, quando ao dirigir um carro surgiu de repente uma moto na contramão. “A moto bateu no meu carro. Na realidade o motociclista estava fugindo da polícia, olhou pra trás e o acidente aconteceu. Fiquei imaginando que se eu estivesse passado por ali cinco segundos antes ou depois nada disso teria acontecido”, conta.
Na peça, a personagem Diogo é maníaca por pontualidade e isto influencia seu humor em relação às outras personagens, de acordo com o horário de chegada dos convidados para o jantar. “Quando os convidados chegam quinze minutos antes nada está pronto para o jantar e isto, para a anfitriã, é uma situação caótica porque ela ainda não está preparada para recebê-los. Quando Henrique e Alice chegam na hora isto causa surpresa em Diogo. Quando chegam quinze minutos atrasados, Diogo já está com um humor insuportável e o suflê que ele preparou passou do ponto”. Todos estes detalhes, de acordo com o momento em que os convidados chegam, influenciam a relação entre as personagens e determinam o que acontecerá.

Teatro Folha  - Avenida Higienópolis, 618 -  Shopping Pátio Higienópolis -  Terraço
Tel: (11) 3823-2323  - São Paulo - SP
Estreia: 06 de outubro. Temporada até: 10 de novembroApresentações: quartas e quintas-feiras, 21h. Ingresso: R$40,00 (setor único)Duração: 80 minutos.
Classificação: 14 anos

domingo, 25 de setembro de 2016

Vestígios Paulistanos - Poética da Metrópole Distraída

foto: divulgaçao
Os artistas utilizaram um scanner panorâmico 360º para capturar e mapear imagens da cidade e recriá-las virtualmente em 3D. A obra inédita foi desenvolvida em colaboração com 13 artistas brasileiros em workshop promovido pelo SESI-SP e British Council.  A exposição digital revela paisagens da cidade e permite interação do público.

Uma visão de São Paulo em 360º é a proposta do coletivo de arte Marshmallow Laser Feast (MLF) com a obra Dividing Lines, uma das quatro atrações da mostra Vestígios Paulistanos - Poética da Metrópole Distraída, em cartaz na Galeria de Arte Digital SESI-SP de 30 de setembro a 15 de novembro, das 20h às 6h. A exposição acontece na fachada do edifício da FIESP/SESI-SP, localizado na Av. Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô. 

Com o objetivo comum de lançar um olhar mais atento para aspectos pouco evidentes da cidade de São Paulo e, a partir daí, criar novas narrativas para as histórias encontradas, a mostra traz ainda mais três obras inéditas de artistas nacionais:Zonas de Indiscernibilidade, Fragmentos e Contemplação do Invisível.

O público poderá interagir com cada uma delas em uma plataforma construída especialmente para a mostra na Alameda das Flores (travessa para pedestres em frente à Galeria de Arte Digital SESI-SP), todos os dias, das 20h até às 22h.

A obra Dividing Lines é resultado da parceria entre o SESI-SP e o British Council, que durante duas semanas do mês de março de 2016 promoveram um workshop com 13 artistas brasileiros e os integrantes do MLF, Robin McNicholas, Barney Steel e Ersinhan Ersin. Os artistas registraram paisagens da cidade de São Paulo em 360º, usando o scanner panorâmicoLidar. As imagens foram processadas em software comuns e open source, permitindo criar jornadas narrativas pelas paisagens, enriquecidas por ambientes sonoros, também captados in loco e trabalhados posteriormente. A imersão na realidade virtual é possível por meio de óculos de realidade virtual, o Oculus Rift.

Para o presidente da FIESP e do SESI-SP, Paulo Skaf, “só se constrói uma sociedade independente e democrática promovendo o acesso de todos ao que de fato faz a diferença: o conhecimento. Por isso, ao investir em diferentes formas de arte e cultura, o SESI-SP reforça a convicção de que o conhecimento pode vir de pequenos detalhes, em alguns ‘vestígios’, que só o olhar atento do artista é capaz de revelar”.

Martin Dowle, diretor do British Council Brasil, ressalta a importância dessa iniciativa. “O projeto demonstra a vanguarda da criatividade e inovação vindos do Reino Unido e a utilização de tecnologia digital através do scanner Lidar e seu dispositivo de digitalização panorâmica de 360º, para ajudar as pessoas a entender o ambiente ao seu redor. Espero que o projeto envolva os jovens de São Paulo e também desperte a curiosidade do público de forma mais ampla, especialmente com a projeção de imagens de paisagens vistas através desta tecnologia no lado do edifício SESI / FIESP na Avenida Paulista. Ao combinar arte, imaginação e tecnologia digital, a exposição ajudará as pessoas a explorar aspectos de seu ambiente sobre os quais elas raramente pensam a respeito.”

O projeto Dividing Lines e Marshmallow Laser Feast (MLF)
Formado por Eleanor (Nell) Whitley (produtora), Robin McNicholas (co-fundador e diretor), Barney Steel (co-fundador e diretor) e Ersinhan Ersin (diretor de criação e tecnologia), o Marshmallow Laser Feast (MLF) é um estúdio criativo que explora a tecnologia na criação de projetos que reinterpretam a ideia da percepção humana. Em seus últimos trabalhos, o grupo vem utilizando um dispositivo de escaneamento panorâmico 360º, que mapeia o ambiente ao seu redor e o recria no computador em uma versão de imagem tridimensional e imersiva, chamado Lidar Scanner.

O SESI-SP e o British Council fizeram um convite ao estúdio: participar de uma residência artística de duas semanas com artistas brasileiros para a confecção de uma obra exclusiva para a Galeria de Arte Digital SESI-SP. Como a ideia da Dividing Lines era justamente buscar “linhas divisórias” dentro da cidade, desconhecida até então pelos artistas britânicos, seria necessária essa ajuda de quem conhece São Paulo como a palma da mão.

Foi a primeira vez que o MLF participou de uma residência artística no Brasil. Dos quase 80 candidatos inscritos para a residência, 13 artistas locais foram selecionados para participar do processo criativo da obra, com base no que suas bagagens culturais e técnicas pessoais poderiam acrescentar no âmbito da proposta da Dividing Lines. “Quando você olha a cidade de uma perspectiva externa como a nossa, a cultura é diferente, a cidade é cheia de contrastes que não conhecemos”, explica o diretor do MLF, Barney Steel. “Procuramos lugares que representem esse contraste cultural, a riqueza com a pobreza, a natureza com o concreto, e isso só é possível com a ajuda dos brasileiros que vivem aqui. Esse é o ponto principal do que buscamos nessa troca com os artistas locais para a realização desse trabalho”, afirma.

Entre seus trabalhos,  o MLF desenvolveu projeto para a banda irlandesa U2. Um sistema visual capturou e analisou os movimentos da banda gerando imagens projetadas em uma gigante tela de LED. O resultado pode ser visto no clipe da música Invisible https://vimeo.com/101504851

O resultado de todo esse trabalho depende inteiramente da dedicação, criatividade e habilidade dos participantes. Dessa forma, a iniciativa do SESI-SP e da organização internacional British Council, além de promover a arte digital, também fomenta a cooperação entre os países na área da economia criativa, viabilizando a troca de conhecimentos e experiências, como uma maneira de capacitar novos profissionais no campo das artes digitais.


Diariamente, das 20h às 6h | visualização com óculos de realidade virtual das 20h às 22h.
 Galeria de Arte Digital SESI-SP (Av. Paulista, 1313 - em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Período: De 30 de setembro a 15 de novembro de 2016.
Horários: das 20h às 6h | Interação com as obras na Alameda das Flores, das 19h às 22h.

Gratuito. Mais informações http://www.sesisp.org.br/galeriadigital

Shtim Shlim – O Sonho de um Aprendiz


Programação gratuita conta com instalação interativa, espetáculo e
oficinas. Grupo carioca também apresenta o projeto Viagem pelo Mundo Através das Histórias com uma exposição interativa que integra
narração de histórias, oficinas, conversas e roda de histórias


A partir de 1º de outubro o público que for até a Caixa Cultural na Praça da Sé em São Paulo será convidado a ouvir histórias, além de assistir a um espetáculo percorrendo os cenários repletos de tapetes e grandes objetos confeccionados com tecidos coloridos. Com uma programação gratuita o grupo carioca Os Tapetes Contadores de Histórias chegam à capital paulista com dois projetos: Viagem pelo Mundo Através das Histórias e o inédito Shtim Shlim – O Sonho de um Aprendiz. Há 18 anos, o grupo, capitaneado por Cadu Cinelli e Warley Goulart, vem desenvolvendo propostas artísticas multidisciplinares que alinham as artes têxteis, oralidade, teatro e animação de formas.

Em Viagem pelo Mundo Através das Histórias por meio de uma exposição interativa o público é convidado a percorrer os cinco continentes, conhecendo culturas e costumes através de objetos, como tapetes, malas, painéis, caixas de madeira e livros de pano que servem de cenários para narrativas do mundo inteiro. O projeto também reúne apresentações, oficinas, roda de histórias e roda de conversa.

Inspirado em um conto popular dos povos nômades do norte da África, o inédito Shtim Shlim – O Sonho de um Aprendiz apresenta uma proposta inovadora e original, de caráter multidisciplinar (relacionando artes visuais, narração de histórias e teatro). Com direção artística da educadora e contadora de histórias ganense, Inno Sorsy, e supervisão cenográfica da atriz e artista visual, Analu Prestes, o grupo amplia a escala cenográfica, tomando o espaço da galeria como uma narrativa única e inteira, um espaço para “performar” ao lado do visitante-espectador que, desta forma, escuta, vê e vivencia a história. Entres as peças, está uma árvore quatro metros de altura, um cão da raça galgo de dois metros e uma extensa cama de gato que permite o visitante atravessá-la.

“A nossa ideia era criar uma instalação em que o público pudesse percorrê-la enquanto contávamos as aventuras de Shtim Shlim. Nós críamos os objetos de tecido em larga escala, para que o espectador pudesse ter a sensação de estar dentro da casa do mago, do castelo da princesa”, explica o ator e idealizador Cadu Cinelli, que também assina a coordenação geral.

Caixa Cultural São Paulo  – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP). Telefone – (11) 3321-4400.Capacidade – 75 lugares. Acesso para pessoas com deficiência. Patrocínio – Caixa Econômica Federal.

1ª Festa das Nações

Aconteceu no Santuário Mãe de Deus e Padre Marcelo Rossi 
Padre Marcelo Rossi preparou um evento especial neste final de semana que uniu todos os paroquianos. A Festa das Nações tem sua primeira edição no Santuário da Mãe de Deus e aconteceu nesta sexta –feira (23) das 18h às 22h, sábado (24) das 9h às 22h e domingo (25) das 8h às 20h.
O final de semana com muita interação e comidas típicas, o público pode desfrutar da culinária árabe, japonesa, israelense, palestina, síria, americana, italiana, entre outras.
No jardim do Santuário, as barracas de Israel, Palestina e Síria, mostrando que a ideia é unir e criar pontes, com muita dança e música!
O evento ainda contou com o apoio das Mamas do Brás, famosas por produzirem anualmente a festa de São Vito. A festa aconteceu na Avenida Interlagos, 3823 no Jardim Umuarama em São Paulo. Todos os fiéis são convidados.

Língua de Gato - Miau por Aí

foto: divulgação
Grupo formado por Ricardo Côrte Real, Ruthe London e Virgínia Rietmann estreia o espetáculo musical infantil no dia 1º de outubro (sábado, às 12h), no Espaço Promon. Com direção artística de Leonardo Cortez, o show tem ainda participação dos músicos Caito Marcondes (percussão) e Sergio Bello (violão).

Produzir espetáculos para crianças é trabalho de grande responsabilidade, considerando que os pequenos estão cada vez mais exigentes e bem informados. O desafio é ainda maior quando esses fatores estão somados à inocência e ao encanto da pouca idade. Partindo desta premissa, três aristas blueseiros criaram o grupo musical Língua de Gato: Ricardo Côrte Real (ator, cantor, músico e compositor), Ruthe London (cantora, violonista e compositora) e Virgínia Rietmann (cantora e educadora).

De forma lúdica e bem humorada, o trio encarna personagens – Gato de Gravata (Ricardo), Gata Cor de Rosa (Virgínia) e Gata Esperta (Ruthe) – e interage com as crianças. As músicas são intercaladas por esquetes de textos breves e informais que despertam a curiosidade das crianças sobre o enredo das canções.

O Língua de Gato faz música de gente grande para gente pequena. “Nosso trabalho é fazer um show que provoque encantamento, principalmente, nas crianças”, comenta Ruthe, que é também compositora e ao lado de Fran Papaterra(autor convidado) compôs as canções para o grupo.

As músicas são criativas e elaboradas. O Língua de Gato brinca com as letras, com os vocais e com os estilos variados do repertório (reggae, marcha, balada, rock). A marchinha “Tema dos Gatos” apresenta o grupo e diz que os gatos se divertem porque gostam de cantar. A balada “Eu Não Tenho Medo Não” é uma lúdica brincadeira com os medos comuns na infância como bruxa, palhaço e fantasma. “O Sapo” fala de transformação: explica que o sapo era girino quando “criança”. “Lobo Mau” questiona em clima de rock se o lobo é realmente um bicho malvado, e o reggae “Miau por Aí”canta a delicadeza dos felinos: artistas, equilibristas, dorminhocos. Muitas outras canções compõem o repertório do trio.

Ruthe teve a ideia de montar o grupo quando morava em Nova York e ministrava oficinas musicais para crianças. De volta ao Brasil convidou os amigos Ricardo e Virgínia para se juntarem a ela. Apaixonaram-se pelo projeto que ganhou forma em meio a encontros regados a jazz e blues. O nome nasceu da paixão dos três músicos pelos felinos que, segundo eles, encantam pela doçura, leveza e mistério. O visual estilizado do trio, assinado pela figurinista Telumi Hellen, sugere que os gatos cantores estão vestidos de gente. Nada de fantasia de gato no palco.

Estreia: 1º de outubro. Sábado, às 12h (única apresentação)
Espaço Promon - Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830. Itaim Bibi. Tel: (11) 3071-4236
Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00). Bilheteria 2h antes do show.
Aceita todos os cartões. Ar condicionado. Acesso universal. 349 lugares.
Censura: Livre. Duração: 60 min. Estacionamento: R$ 20,00
Internet: www.ingressorapido.com.br (tel: 4003-1212).