quinta-feira, 5 de março de 2015

2ª MITsp - Mostra Internacional de Teatro - Programação

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 Cena do espetáculo Opus nº 7 do russo Dmitry Krymov
Faz sua segunda edição expandindo locais de apresentações
Com uma convidada brasileira, Christiane Jatahy, o evento traz espetáculos da Rússia, Ucrânia, Suíça, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Colômbia e Israel, a maioria países não contemplados na 1ª edição da Mostra. Em 2015, todos os espetáculos internacionais são inéditos no Brasil.
Doze espetáculos de 6 a 15 de março, com trabalhos dos mais relevantes encenadores contemporâneos inéditos no Brasil. Para ampliar e diversificar o público, a MITsp fará apresentações em vários teatros da cidade, como o Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer, Sérgio Cardoso, Itaú Cultural, Sesc Consolação, Ipiranga e Pinheiros e estará presente também no teatro Flávio Império (zona leste).
A 2ª edição da MITsp tem apresentação do Itaú Unibanco e é feita em parceria com o Itaú Cultural. O evento é correalizado pelo Sesc São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e pelo Centro Internacional de Teatro Ecum - CIT Ecum. A MITsp ainda conta com o financiamento das Leis Estadual e Federal de Cultura, do Fundo Nacional de Cultura, patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro.
2ª MITsp
A ideia de realizar uma mostra internacional na cidade de São Paulo surgiu do encontro de Antonio Araujo, diretor do Teatro da Vertigem, e de Guilherme Marques, diretor geral do CIT-Ecum - Centro Internacional de Teatro Ecum, que juntos idealizaram e colocaram em prática, em 2014, um evento que ofereceu à cidade alguns trabalhos significativos do cenário internacional, centrados na experimentação e na investigação.
Em 2015, um tema perpassa a grade de programação da 2ª MITsp, intencionalmente: as zonas de conflito que envolvem a Rússia e Ucrânia, Israel e Palestina, as tensões existentes no espaço geográfico e no âmbito das relações, e o como isso se traduz no palco ou nas encenações contemporâneas. E como o diálogo entre esses povos pode se dar na esfera das artes. Para contemplar esse assunto, alguns expoentes europeus estarão presentes na MITsp: Dmitry Krymov, Yuri Butusov, Andriy Zholdak e Arkadi Zaides.
Além disso, a MITsp inova ao coproduzir um espetáculo para que sua estreia mundial pudesse ser feita no Brasil, em São Paulo: Canção de Muito Longe, da Holanda, dirigido por Ivo van Hove, um dos encenadores teatrais mais importantes do momento, que traz seu grupo Toneelgroep Amsterdam para realizar o intercâmbio artístico com os brasileiros e fazer sua première na Mostra. O cantor e compositor americano Mark Eitzel compôs especialmente para este espetáculo e a dramaturgia é de Simon Stephens, um dos dramaturgos britânicos com maior proeminência nos dias atuais.
Da Rússia vêm dois trabalhos, Opus nº 7, com autoria e direção de Dmitry Krymov, e A Gaivota, texto clássico de Anton Tchekhov, com direção de Yuri Butusov. Opus nº 7 é uma mistura de show, peça e performance visual, e é dividida em dois atos: o primeiro sobre a tragédia envolvendo os judeus durante a II Guerra Mundial e o segundo sobre o destino do célebre compositor Shostakovich, constantemente envolvido em polêmicas junto às autoridades da era stalinista. O espetáculo mescla atores com manequins, bonecas, vídeos e fotografias. Essa montagem é composta por oito atores que fazem cada uma das cenas duas, três, quatro vezes, com diferentes interpretações e personagens, como por exemplo, cinco artistas distintos para assumir o papel do frustrado jovem escritor Treplev. Em A Gaivota, a história em cena mostra os conflitos de um grupo numa propriedade rural da Rússia no fim do século XIX, mas Butusov expressa sua opinião sobre tudo: traição, imaginação, talvez medo da própria inaptidão. Não é apenas uma encenação sobre teatro - é também uma antologia do teatro. 
Da Ucrânia vem Woyzeck, dirigido por Andriy Zholdak, que recebeu muitos prêmios, incluindo o Prêmio UNESCO 2004 para as Artes Cênicas. Seu Woyzeck foi encenado em 2008 para o Festival de Cultura Alemã na Ucrânia - organizado pela embaixada Alemã e o Goethe Institute Kiev - em cooperação com o grupo do Cherkasy State Academic Music and Drama Theatre nomeado T. Shevchenko e com o apoio dramatúrgico de Carl Hegemann. Esse Woyzeck de Zholdak mostra a humanidade exibida em uma caixa de vidro e espelhos e assim lança um olhar inteiramente teatral, onírico, sobre a condição de estarmos entre homens e mulheres, pobres e ricos, servos e mestres, condutas e morais, animais e deuses: uma enciclopédia surreal, anarquista e perversamente divertida da vida e da arte, da qual ninguém pode escapar.
Katie Mitchell, uma das encenadoras mais importantes da Inglaterra, inovadora no uso da relação entre teatro e vídeo traz Senhorita Julia, da Alemanha, livremente inspirado na obra de August Strindberg. Leo Warner, do grupo Schaubühne, também assina a direção do espetáculo. Nessa montagem, que mantém um ritmo lento e com diálogos mínimos, o público fruirá de uma experiência visual - tanto pictórica e cinematográfica como teatral. O que acontece na tela acontece no palco, mas nem sempre em momentos idênticos.
Inspirado na obra de Adalbert Stifter, Stifters Dinge, da Suíça, tem direção de Heiner Goebbels, um dos encenadores mais radicais da atualidade. Uma peça de teatro sem atores, uma performance sem performers, cinco pianos sem pianistas, é um convite para ver e ouvir. Tudo gira em torno da consciência das coisas e/ou adereços, que aqui se tornam protagonistas: luz, imagens, sopros, sons, vozes, vento e névoa, água e gelo.
 
Com direção e autoria da italiana Emma Dante, (que hoje, ao lado de Romeo Castellucci, presente na 1ª edição da MITsp, é uma das mais importantes encenadoras da Itália), vem o espetáculo As Irmãs Macaluso, que conta a história de uma família de sete irmãs que se encontram para o funeral de uma delas. Essa reunião dolorosa se torna uma ocasião para recordar o passado, que acaba por desencadear uma faísca entre as irmãs e o vínculo inquebrável se transforma em opressão e acusações.

A Fundación La Maldita Vanidad, da Colômbia, traz ao país dois espetáculos recentes de seu repertório: Morrer de Amor, Segundo Ato Inevitável: Morrer e Matando o Tempo, Primeiro Ato Inevitável: Nascer, ambos dirigidos por Jorge Hugo Marín. A Colômbia, ao lado da Argentina, Brasil e Chile é um dos países da América Latina com uma tradição teatral muito importante. A companhia traz à MITsp dois espetáculos independentes (díptico), mas que dialogam entre si e apresentam questões caras à sociedade colombiana, em um palco que foge do convencional: uma casa, onde o espectador fica frente a frente - e muito próximo - aos atores, o que confere uma perspectiva de voyeur ao público.

A MITsp contempla a dança contemporânea ao convidar para a segunda edição o espetáculo israelense Arquivo, que tem autoria e direção de Arkadi Zaides. Em cena, um homem de barba, expressão melancólica e corpo esguio - o próprio Arkadi Zaides - se apresenta e avisa ao público que as imagens projetadas fazem parte do arquivo do centro de informação israelense pelos Direitos Humanos nos territórios ocupados (B’Tselem). Para captar essas imagens, voluntários palestinos que vivem na Cisjordânia receberam câmeras de vídeo e gravaram o dia a dia da ocupação. Assim, com essas imagens projetadas, Arkadi, pouco a pouco, e a princípio com alguma hesitação, começa a reproduzir esses gestos.

A convidada brasileira Christiane Jatahy, da Cia Vértice de Teatro (patrocinada pela Petrobrás), com sua pesquisa sobre as fusões e complementaridades entre cinema e teatro, traz à MITsp dois trabalhos: Julia, adaptação da peça Senhorita Julia de August Strindberg e E se Elas Fossem para Moscou?, feito a partir do texto As Três irmãs, de Anton Tchekhov. Em Julia, que tem cenas pré-gravadas e outras filmadas ao vivo, o teatro se torna cinema ao vivo. Esse filme será construído na presença do público a cada dia, é uma fricção permanente entre teatro e cinema. E Se Elas Fossem para Moscoué uma peça, mas também é um filme. São dois espaços diferentes entrelaçados, um é a utopia do outro, mas cada um é completo em si. Ali, no teatro, as cenas são filmadas, editadas e mixadas ao vivo. Simultaneamente as duas artes coexistem. E o público escolhe de qual ponto de vista quer ver essa história sobre três mulheres de hoje, três irmãs em diferentes fases da vida desejando a mudança.

O eixo pedagógico

O forte viés pedagógico observado na primeira MITsp se repete nessa segunda edição. Os eixos Olhares Críticos e Encontros Formativos se renovam na intenção depotencializar o encontro entre o espectador e a obra criativa, e fomentar a reflexão e o olhar crítico sobre os trabalhos.

PROGRAMAÇÃO

“A Gaivota”
De Anton Tchekhov/ Direção: Yuri Butusov
Grupo: Theatre “Satiricon” named after A.Raykin (Rússia)

Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer - Dias 06 e 07 de março às 16h
Duração: 4h45 (com 3 intervalos de 15 min. cada) - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: “A Gaivota”, de Tchekhov, mostra os conflitos de um grupo numa propriedade rural da Rússia no fim do século XIX. Numa tarde de verão, o jovem artista Treplev apresenta uma peça protagonizada por Nina, atriz por quem está apaixonado. As opiniões dos convidados sobre a obra divergem e a mãe de Treplev, atriz renomada, desencoraja-o a criar novas formas artísticas. Logo, Nina decide ir à Moscou atrás de fama e de um célebre romancista, Trigorin.

“As Irmãs Macaluso”
Emma Dante/ Grupo: Compagnia Sud Costa Occidentale (Itália)

Teatro João Caetano - dias 06, 07 e 08 de março às 21h
Teatro Flávio Império - dias 09 e 10 de março às 20h
Duração: 1h10 - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: História de uma família formada por sete irmãs, Gina, Cetty, Maria, Katia, Lia, Pinuccia e Antonella, e encenada como uma espécie de cortejo macabro, que reevoca acontecimentos passados no núcleo familiar, recorrendo a memórias, sonhos, choros, risos, sacrifícios e revelações do que impede uns e outros de avançar.  Vida e morte mescladas inextricavelmente.

“Woyzeck”
Autor: Georg Büchner/ Diretor: Andriy Zholdak/ Grupo: Svoboda Zholdak Theatre (Ucrânia)

Sesc Consolação - Ginásio - Dias 07 e 09 de março às 21h e dia 08 de março às 18h
Duração: 2h30 - Recomendação: 16 anos - com legendas
                        
Sinopse: Woyzeck e Maria em um aquário ou escapando para o espaço sideral? De qualquer forma, isso requer consideravelmente capacetes de proteção. Quem pode nos livrar desse corredor de espelhos narcisista? Quem pode cortar os tubos aos quais estamos presos? “Woyzeck”, de Zholdak, expõe a humanidade como se fosse uma exibição em uma caixa de vidro cinematoscópica e então lança um olhar totalmente teatral e onírico à condição do ser, apanhado entre homem e mulher, pobres e ricos, servo e senhor, conduta e moral, animais e deuses: uma enciclopédia surreal, anarquista e perversamente divertida da vida e da arte, da qual ninguém pode escapar. Naturalmente, há um coiote também.

“Morrer de amor, segundo ato inevitável: Morrer”
Direção: Jorge Hugo Marín/ Companhia: Fundación La Maldita Vanidad Teatro (Colômbia)

Casa 1
Dias 08 e 09 de março às 16h e dia 10 de março às 16h e às 18h.
Duração: 1h - Recomendação: 10 anos - com legendas

Sinopse: Luís Eduardo morreu. Sua família se vê obrigada por seus poucos recursos econômicos a improvisar um velório no meio da casa. Gladis (mãe de Luís), Dieguito e Estevão (seus irmãos), Raul (seu vizinho), Olga (amiga da família) e Leonardo (companheiro de Luís) se reúnem para despedirem-se, pois o jovem acaba de morrer em circunstâncias confusas. A ignorância, a evasão, a incomunicabilidade dentro do núcleo familiar, a intolerância diante da diferença, os tabus sobre o corpo, a morte, as preferências sexuais, a doença: são comportamentos e situações que em diferentes setores da sociedade se exaltam por falta de acesso à informação e por padrões morais, religiosos e culturais impostos e herdados, deformados pelo tempo.

“Julia”
Autor: August Strindberg / Direção: Christiane Jatahy/ Companhia: Cia Vértice de Teatro (Brasil)

Teatro Sérgio Cardoso - Sala Sérgio Cardoso
Dia 09 de março às 18h e dias 10 e 11 de março às 19h
Duração: 1h30 - Recomendação: 16 anos

Sinopse: “Julia”, adaptação da peça “Senhorita Julia” de August Strindberg, dá seguimento à pesquisa da diretora Christiane Jatahy. O teatro se faz cinema e as estruturas cinematográficas são expostas. Com cenas pré-gravadas e outras filmadas ao vivo, o filme será construído na presença do público a cada dia. Uma fricção permanente entre o clássico e o contemporâneo. Entre o que pode ser visto e o que só pode ser entrevisto na presença real do ator em cena e no enquadramento dos detalhes do cinema. O texto de Strindberg se mantém presente, atualizado pelo olhar da câmera e pela adaptação da trama criada no século XIX, trazendo à cena questões sociais e políticas sobre o Brasil de hoje.

“Canção de Muito Longe”
Direção: Ivo van Hove / Grupo: Toneelgroep Amsterdam (Holanda)

Sesc Consolação -  Teatro Anchieta
Dias 10, 11, 12, 13 e 14 de março às 21h
Duração: 1h10 - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: Um jovem banqueiro (Eelco Smits) retorna de Nova York para sua cidade natal, Amsterdã, para assistir ao funeral do seu irmão mais novo. Ele lê uma série de cartas em vários tons - nostálgico, desafiante e desinibido - que havia escrito na tentativa de reconquistar o contato com o irmão que nunca realmente conheceu. O monólogo é um processo de luto pelo qual o jovem banqueiro mergulha na sua angústia para redescobrir a esperança e o otimismo. “Eu quis reconstruir o passado vivo dos dois irmãos por meio de suas correspondências. As suas cartas nos levam diretamente à intimidade da relação deles, aos laços comuns, mas também exploram as questões que ficam sem resposta depois da morte de alguém amado. Esta é uma peça sobre a perda e o fato de o passado ser um país estrangeiro para o qual nós nunca poderemos retornar”, diz o autor Simon Stephens.

“Stifters Dinge”
Autor: inspirado na obra de Adalbert Stifter/ Direção: Heiner Goebbels/ Grupo: Theatre Vidy-Lausanne (Suíça)

Sesc Ipiranga - Ginásio
Dia 10 de março às 21h e dias 11 e 12 de março às 17h e às 21h
Duração: 1h10 - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: O espetáculo é uma instalação sonora e imagética que experimenta o cruzamento das artes visuais com a música erudita contemporânea. Uma composição para cinco pianos sem pianista, uma peça sem atores, uma performance sem performers. Inspirado na obra do artista austríaco Adalbert Stifter (1805-1868).

“Arquivo”
Autor e Diretor (Coreógrafo): Arkadi Zaides/ Grupo: Arkadi Zaides (Israel)

Itaú Cultural - Sala Itaú Cultural
Dias 11, 12, 13, 14 e 15 de março às 19h
Duração: 1h05 - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: O olhar de um palestino. Que tipo de corpo produz uma sociedade repleta de violência na vida cotidiana? Para abordar essa questão, o coreógrafo israelense Arkadi Zaides empresta o olhar que os palestinos lançam sobre os colonos nos territórios ocupados e transforma seu próprio corpo em arquivo. A coreografia baseia-se em imagens filmadas por voluntários palestinos do Projeto Câmera de B’Tselem (o Centro de Informações Israelense pelos Direitos Humanos nos Territórios Ocupados), que documentaram suas vidas em áreas de conflito.


“OPUS nº 7”
Autor: Dmitry Krymov/ Direção: Dmitry Krymov/ Grupo: Dmitry Krymov Laboratory at Moscow Theatre School of Dramatic Art  (Rússia)

Sesc Consolação - Ginásio Vermelho
Dias 13 e 14 de março às 21h e dia 15 de março às 18h
Duração: 2h30 (com intervalo de 30 min) - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: Numa encenação de proporções operísticas, com bonecos imensos, pianos em duelo e rápidas transformações de cenário, mas usando materiais simples, o espetáculo revisita o legado de perseguição aos judeus soviéticos no século XX e a opressão sob o regime de Stálin. A primeira parte, “Genealogia”, traça um retrato do Holocausto; a segunda, “Shostakovich”, trata da censura sofrida pelo compositor russo Dmitry Shostakavich (1906-1975).

“Senhorita Julia”
Autor: Livremente inspirado na obra de August Strindberg/ Direção: Katie Mitchell e Leo Warner/ Grupo: Schaubühne am lehniner platz  (Alemanha)

Sesc Pinheiros - Teatro Paulo Autran
Dias 13 e 14 de março às 21h e dia 15 de março às 18h
Duração: 1h15 - Recomendação: 14 anos - com legendas

Sinopse: Em “Senhorita Julia”, de August Strindberg, a aristocrática Julia envolve-se com o servo Jean na cozinha do Solar, apesar da presença de Cristina, a noiva dele. Após consumarem o ato sexual, os papéis entre Julia e Jean invertem-se, e ele, o mais forte, convence-a a roubar dinheiro do pai. Na perspectiva cinematográfica forjada pela diretora Katie Mitchell com o teatro Schaubühne para o clássico de 1887, o ponto de vista narrativo altera-se, dando voz a Cristina. Mitchell e o codiretor Leo Warner, seu colaborador regular, reinventam o drama clássico com uma encenação multimídia, na qual convergem performance teatral, efeitos sonoros e filmagem ao vivo.


“Matando o tempo, primeiro ato inevitável: Nascer”
Direção: Jorge Hugo Marín/ Companhia: Fundación La Maldita Vanidad Teatro (Colômbia)

Casa 2
De 12 a 15 de março às 17h
Duração: 1h10 - Recomendação: 10 anos – com legendas

Sinopse: A obra acontece em meio a um tradicional almoço familiar de domingo, onde onze personagens revelam a cobiça e o abuso do poder herdado. Tradicionalmente nas mãos de umas poucas famílias, o poder converte-as em donas do país. É hora de celebrar, de matar o tempo enquanto chega um novo plano. A árvore genealógica comprova: o filho que nasce deve continuar a tradição do avô, mas deve ser mais astuto, pois a vigilância se intensifica, e deve ser melhor educado para saber controlar um povo enfurecido.
O espetáculo é fruto de uma bolsa de criação para diretores com trajetória IDARTES 2013 e uma coprodução com o XIV Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá 2014.

“E se Elas Fossem para Moscou?”
De Christiane Jatahy - baseado no texto “As Três Irmãs” de Anton Tchekhov/Companhia: Cia Vértice de Teatro (Brasil)

Teatro Sérgio Cardoso: Sala Sérgio Cardoso - Peça / Sala Pascoal Carlos Magno - Filme / exibição simultânea da peça e filme
Dias 14 e 15 de março às 18h e às 21h
Duração: 1h40 - Recomendação: 14 anos

Sinopse: E se Moscou pudesse ser o que quiséssemos imaginar? Se Moscou fosse o passo em direção à mudança? Fosse o salto no abismo que nos leva ao novo? Fosse de alguma forma nascer de novo? A partir do texto “As Três irmãs”, de Anton Tchekhov, fazemos essas perguntas e as levamos para o teatro, para o cinema e para as cidades, desdobrando-as em múltiplos olhares e pontos de vista. Camadas e mais camadas para falar sobre a utopia. Sobre o não lugar. Sobre o “lugar” que imaginamos mas onde nunca estamos. “E se elas fossem para Moscou?” é uma peça, mas também é um filme. Dois espaços diferentes entrelaçados. Um é a utopia do outro, mas cada um é completo em si. No teatro, filmamos, editamos e mixamos ao vivo o que se vê no cinema no mesmo instante. Simultaneamente as duas artes coexistem. E o público escolhe de qual ponto de vista quer ver essa história sobre três mulheres de hoje, três irmãs em diferentes fases da vida desejando a mudança.
SERVIÇO
·         Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer - 776 lugares - Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Ibirapuera - Tel. 11 3629-1075

·         Flávio Império - 410 lugares - Rua Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba - Tel. 11 2621-2719

·         Itaú Cultural - 210 lugares - Av. Paulista, 149 - Bela Vista - Tel. 11 2168-1777

·         João Caetano - 436 lugares - Rua Borges Lagoa, 650 - Vila Clementino - Tel. 11 5549-1744

·         Casa 1 - Rua Simpatia, 285 – 70 lugares  - Vila Madalena – Tel. 11 3129-9132

·         Casa 2 - Rua da Consolação, 1024 – 100 lugares – Consolação – Tel. 11 3129-9132

·         Sérgio Cardoso - Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - Tel. 11 3288-0136
Sala Paschoal Magno - 100 lugares
Sala Sérgio Cardoso - (Espetáculo E se Elas Fossem para Moscou? - 100 lugares)
                                                 (Espetáculo Julia - 140 lugares)

·         Sesc Consolação - Rua Doutor Vila Nova, 245 - Vila Buarque - Tel. 11 3234-3000
Teatro - 328 lugares
Ginásio - (Espetáculo Woyzeck - 260 lugares)
                     (Espetáculo Opus Nº 7 - 220 lugares)                                           

·         Sesc Ipiranga - 180 lugares -  Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga - Tel. 11 2215-8418

·         Sesc Pinheiros - 1010 lugares - Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros - Tel. 11 3095-9400


Empresas e instituições parceiras:

Apresentação: Ministério da Cultura/ Itaú Patrocínio: Sabesp/ CESP/ OiCorrealização: Sesc São Paulo/ Secretaria Estadual de Cultura - Governo do Estado de São Paulo/ Secretaria Municipal de Cultura - Prefeitura Municipal de São Paulo/ Centro Internacional de Teatro Ecum - CIT Ecum Proponente: ECUM Central de Produção/ Manga Ideias/ Núcleo Corpo Rastreado Parceria Institucional : Itaú Cultural/ Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer/ Secretaria do Verde e do Meio Ambiente – Secretaria de São Paulo/ DEC - Departamento de Expansão Cultural/ Teatro Sérgio Cardoso/ APAA   Apoio cultural: Folha de S.Paulo/ Oi Futuro Apoio: ProACRealização: Ministério da Cultura/ Governo Federal Leis de Incentivo à Cultura: Lei Federal de Incentivo à Cultura/ Fundo Nacional de Cultura

"Sim! Eu Aceito! Uma Comedia Musical"

SiteDIOGO VILELA e SYLVIA MASSARI

em

SIM! EU ACEITO!
 UMA COMÉDIA MUSICAL
De Tom Jones 

Estreia dia 13 de Março no Teatro Gazeta

Um dos grandes clássico da Broadway, vencedor do Tony, ganha montagem brasileira com versão de Flávio Marinho e direção de Cláudio Figueira e celebra o encontro de Diogo Vilela e Sylvia Massari

O original I Do! I Do! estreou em 1966, com texto de Tom Jones e música de Harvey Schmidt, protagonizado por Robert Preston e Mary Martin, com oito indicações ao Tony (ganhou o prêmio de melhor ator). Na turnê americana, foi a vez do galã Rock Hudson e de Carol Burnett darem vida ao casal. Agora no Brasil, apresentado pela Bradesco Seguros, com patrocínio dos Correios e produção de Só de Sapato Produções e Fabula Entretenimento, Sim! Eu Aceito! – Uma Comédia Musical recebe sua primeira encenação fora dos Estados Unidos. Completam a ficha técnica Liliane Secco (direção musical e preparação vocal) e Marco Cardi (iluminação).

Com trilha sonora executa ao vivo pelos pianistas Priscilla Azevedo e Marcelo Farias, o espetáculo narra a história de Michael e Agnes, que enfrentam todos os problemas que um casal pode conhecer durante cinco décadas de vida em comum: desde a noite de núpcias, o nascimento do primeiro filho, o sucesso na vida profissional, o eventual caso extra-conjugal, até o casamento dos filhos e o envelhecimento a dois.  “Trata-se do único espetáculo da Broadway feito para dois atores, o que exige muito deles. Diogo e Sylvia não têm tempo para pensar, as coisas acontecem e ambos só têm um ao outro para se apoiar. A construção do texto nos conduz às transformações pelas quais passam os personagens ao longo destes 50 anos”, conceitua Cláudio Figueira. A cenografia e os figurinos de Clívia Cohen também são fundamentais para as inúmeras passagens de tempo da peça: “Temos um único cenário, em que elementos e adereços entram em cena e saem dela para ajudar a contar a história. São oito trocas de roupa para cada um deles, além das perucas”, finaliza o diretor.

Embora traga à tona todas as agruras de um casamento longevo, Sim! Eu Aceito! Uma Comedia Musical é essencialmente uma comédia. Segundo Flávio Marinho, “o humor malicioso foi adensado, enquanto a fluência do diálogo, vivamente mantida. A irreverência, que está em nosso temperamento e tempero, e o fato de estarmos no século XXI, possibilitaram a esta nossa versão uma ‘animada’ no relacionamento de Agnes e Michael.
As músicas funcionam como extensões das cenas, e não números isolados como às vezes ocorre em alguns musicais”.

Com trajetórias consagradas em musicais, Diogo Vilela e Sylvia Massari encontram-se pela terceira vez no palco. Já haviam contracenado anteriormente nas montagens Cauby, Cauby (2006) e A Gaiola das Loucas (2010). “Tenho para mim que, às vezes, conscientes do nosso karma, os deuses do teatro nos dão presentes. Pérolas a serem destrinchadas e vividas em cena, para o nosso inteiro prazer, como um voto de confiança. Sabia de antemão que esta peça era tecnicamente dificílima! Soube também que ela continha uma carpintaria capaz de atrair qualquer ator à cena! E foi o que percebi quando li a excelente tradução do Flávio, tornando praticamente impossível negar o convite do Cláudio. Para completar, o imenso prazer de dividir a cena com a Sylvia”, explica o ator. E ela complementa: “Trabalhar novamente com Diogo, com quem tenho uma imensa afinidade e respeito profissional, é delicioso! E Agnes, com certeza, vai ficar marcada como uma dessas personagens, que me dão a firme convicção de que o palco é o meu lugar! Ela representa a mulher submissa,  numa época patriarcal, diferente da nossa atual, mas que tem seus sonhos, suas aspirações, que são sufocadas pelo dia a dia. Até o momento em que se rebela, questiona-se e passa a ter um comportamento, diferente do que ela sempre viveu”.

A trajetória de Sim! Eu Aceito! Uma Comédia Musical na verdade, remonta da década de 50. Com o título The Four Poster (Uma cama de quatro colunatas), a americana Jan de Hartog escreveu esta comédia que estreou na Broadway, em 1951, tendo o prestigiado casal Jessica Tandy e Hume Cronyn como protagonistas. O  sucesso foi tão grande que, no ano seguinte, já estava no cinema na pele de outro casal (Lilli Palmer e Rex Harrison), em filme lançado no Brasil como O Leito Nupcial. “A década de 1960 deu vida nova a Agnes e Michael. A integração entre música e ação é tão hábil, tão orgânica, que chega a ser difícil imaginar que, um dia, este nosso Sim! Eu Aceito! Uma Comédia Musical não tenha nascido como um musical. As canções, como costuma acontecer desde Oklahoma!(1943), fazem avançar a narrativa, ilustram o estado de espírito das personagens, fazendo-os cantar quando somente as palavras não são mais suficientes para revelar o que lhes vai n’alma”, finaliza Flávio Marinho.

 SIM! EU ACEITO!  UMA COMÉDIA MUSICAL
Teatro Gazeta (650 lugares) -Av. Paulista, 900 - Térreo. Informações: 3253.4102
Bilheteria: de terça a quinta, das 14h às 20h. Sexta a domingo das 14h até o horário do espetáculo.
Aceita cartões de débito e dinheiro. Cartão de crédito somente pelo site ou telefone.
Estacionamento: convênio com MultiPark (Rua São Carlos do Pinhal, 303 - subsolo do teatro). R$ 20 por 3h.
Vendas: www.teatrogazeta.com.br e 4003.1527

Sextas e Sáb às 21h | Dom.  às 18h. Ingressos: Sextas e Dom. R$ 70 | Sábados R$ 80

Duração: 110 minutos.Recomendação: 10 anos

Estreia dia 13 de Março. Temporada: até 31 de Maio

Veja fotos da estreia VIP:

     

  

  

         

quarta-feira, 4 de março de 2015

1º Encontro de Fãs em São Paulo - Luiza Possi

Foto: Internet
Imagine você um evento organizado por uma fã! Sabe daquelas apaixonadas pelo seu ídolo? Então, tire de sua imaginação e saiba que é realidade! 

Isabella Pacetti, fã de carteirinha da cantora Luiza Possi, botou seu sonho em prática, Colocando a ideia para outros fãs com o objetivo de juntar todos os fãs clubes e amigos de vários estados que se conheceram por intermédio da Luiza e sua arte e que, pela distância não podem sempre se ver. O evento está aí para todos aqueles que curtem sua música. 

Além do encontro entre os fãs o intuito é realizar o encontro de Luiza Possi com todos, principalmente com aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ir à um show.

O encontro contará com um show de abertura no seguimento da MPB, seguido do show piano e voz da Luiza Possi e após, ter-se-á um bate papo com ela estilo programas televisivos em que todos os convidados terão a oportunidade de fazer perguntas e interagir com ela.


A noite é regada a open bar e comidinhas deliciosas totalmente free.



Foto: Internet
Um DJ que tocará completando o brilho da noite!
Brindes serão dados de recordação, afirma a organizadora.

The Orleans na Vila Madalena - Rua Girassol, 398.

Investimento de R$195,00 por pessoa.

Dia 1 de maio de 2015. Das 20 as 2...mais ou menos,
Acesse o site - http://www.luizapossi4us.com.br/ - Lá tem todas as informações que precisar.

"Urubu Come Carniça e Voa!"

cid:image001.jpg@01D055E3.42522040spetáculo do  Grupo Clariô, faz sessão única e gratuita no TATUAPÉ e leva olhar sobre marginalidade ao teatro.
 O grupo, premiado pela Cooperativa Paulista de Teatro em 2011, faz parte da programação do 2º Bazar de Espetáculos, realizado na Biblioteca Cassiano Ricardo.

 Escritos crônicos: Miró de Muribeca Direção: Mário Pazini Atores/criadores: Alexandre Souza, Martinha Soares, Naloana Lima, Naruna Costa e Washington Gabriel
O projeto 2º BaZar de Espetáculos convida para sua primeira apresentação de 2015 o espetáculo “Urubu Come Carniça e Voa!”, do Grupo Clariô de Teatro. A sessão, única, será realizada na Biblioteca Cassiano Ricardo, no Tatuapé, dia 14 de março de 2015, às 14 horas, gratuitamente.

“Urubu Come Carniça e Vôa!” investiga a vida e obra do poeta pernambucano Miró de Muribeca. Nela, a personagem fundamental é o próprio autor Miró de Muribeca, que lança seu olhar cheio de questionamentos à sociedade. Ele, também “marginal”, é quem assume os depoimentos e descaradamente se coloca, revelando sua condição como poeta, negro, pobre e morador de um conjunto habitacional construído em torno de um imenso lixão chamado “Muribeca”.

Existe nessa montagem a ideia de explorar não apenas o texto, mas a vida do autor. Não como uma biografia, mas como forma de compreender a escrita por meio de sua história e de seu modo, peculiar, de se comunicar através da palavra. 
Miró, além de poeta, é um artista performático, que propõe uma maneira muito particular de alcançar, por meio do corpo e voz, todas as entrelinhas de seus próprios escritos. Um corpo disforme, unido a uma voz que pode se confundir com um choro ou urro de um animal selvagem que mora ali, e parece querer sair a todo instante, mas não sai. Então se ri de tudo pra não morrer.

O objetivo do Grupo Clariô ao fazer essa montagem foi alcançar novos caminhos estéticos e verticalizar as questões sobre a marginalidade do povo brasileiro.

14 de março de 2015 – Sábado – 14h
Biblioteca Municipal Cassiano Ricardo. (Av. Celso Garcia, 4200 – Tatuapé).
Duração: 60 min. Classificação: 12 anos Lotação: 50 lugares. (sem acesso para PNE)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Natura apresenta download legal e gratuito do primeiro single do CD "Superultramegafluuu", de Érika Machado

O portal Natura Musical oferece para download legal e gratuito a canção “O Melhor da Vida”, do disco “Superultramegafluu”, da cantora mineira Érika Machado. A música está disponível no site www.naturamusical.com.br, na seção “Para Baixar”. Em “O Melhor da Vida” (Érika Machado e Filipa Bastos), a cantora apresenta toda a leveza de seu novo trabalho. A letra é assinada em parceria com Felipa Bastas e a música de Érica e John Ulhoa. “Superultramegafluuu”, previsto para lançamento em março, reúne 12 canções autorais das quais três em parceria com Filipa Bastos.
O álbum foi selecionado pelo Edital Minas Gerais Natura Musical 2013. “O Natura Musical foi criado para valorizar a música brasileira em diferentes esferas de atuação, de nomes consagrados a apostas, prezando também pela preservação de nosso legado musical e a intenção de contemplar a diversidade de gêneros, públicos e manifestações. Erika é um dos novos talentos da música mineira e seu novo disco busca expandir seu público para o universo infantil e familiar, revelando a criatividade que caracteriza a música brasileira”, afirma Fernanda Paiva, gerente de apoios e patrocínios da Natura.
Ficha técnicaVoz: Érika Machado
Guitarra: Érika Machado e John Ulhoa
Teclado: Érika Machado e John Ulhoa
Programações: Érika Machado e John Ulhoa
SOBRE O PROGRAMA NATURA MUSICALHá nove anos o programa patrocina novos talentos, artistas consagrados em momentos emblemáticos da carreira e projetos de preservação de legado e formação musical em todo o Brasil. Com mais de 240 projetos e 1000 produtos culturais patrocinados, entre CDs, DVDs, shows, livros, pesquisas, documentários, exposições, acervos, entre outros, o programa ocupa hoje posição única no mercado musical brasileiro como fonte de recursos para a viabilização de projetos em várias plataformas, além de manter uma ativa plataforma digital e webrádio com 24 horas de programação diária. Ao todo, 18 estados das cinco regiões do Brasil foram contemplados e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas pelos projetos e ações proprietárias do programa.
O Natura Musical atua por meio de diferentes frentes, como os Editais Públicos, que visam selecionar projetos de diferentes formatos e estágios da produção cultural por meio das Leis Rouanet e do Audiovisual em todo o Brasil, e da Lei do ICMS em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e no Pará; a Seleção Direta, que contempla propostas adequadas ao conceito do programa e de grande relevância e inovação, sem a obrigatoriedade das leis de incentivo; e os Festivais.